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Livros


Capa Sinopse


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A Geografia - Isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra
Yves Lacoste
Para que serve a geografia e qual sua função social? Nesse livro, Yves Lacoste responde a tais questões e alerta para as conseqüências que ocorrem nas populações atingidas pela “organização” de seus espaços, conclamando os geógrafos a assumir uma posição militante contra a instrumentalização da geografia pelos interesses estatais ou privados.


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1984
George Orwell
Este livro não é apenas mais um livro sobre política, mas uma metáfora do mundo que estamos inexoravelmente construindo. Invasão de privacidade, avanços tecnológicos que propiciam o controle total dos indivíduos, destruição ou manipulação da memória histórica dos povos e guerras para assegurar a paz já fazem parte da realidade. Se essa realidade caminhar para o cenário antevisto em 1984, o indivíduo não terá qualquer defesa. Aí reside a importância de se ler Orwell, porque seus escritos são (...)


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A Alegria da Revolução
Ken Knab
"Grande parte da retórica esquerdista tradicional procede de noções obsoletas da ética do trabalho: o burguês seria mau porque não realiza nenhum trabalho produtivo, enquanto que os honoráveis proletários mereceriam os frutos de seu trabalho, etc. Com o trabalho tornando-se a cada vez mais desnecessário e dirigido para fins cada vez mais absurdos, esta perspectiva perdeu todo o sentido que porventura teve algum dia. A questão não é elogiar o proletariado, mas aboli-lo".


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A Grande Síntese
Pietro Ubaldi
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A Imaginação Pornográfica
Susan Sontag
Susan Sontag no seu ensaio "A Imaginação Pornográfica" enumera os critérios estabelecidos pelos críticos ingleses e norte americanos e através do estudo de uma obra pornográfica A história de O. Sontag vai desmontando um por um estes critérios, mostrando que eles são facilmente contestáveis. Ela nos propõe uma revisão critica sobre os conceitos de pornografia e arte, alegando que toda a literatura contemporânea gira em torno de situações e comportamentos extremos o que a aproxima da literatura pornográfica. Segundo Sontag a literatura pornográfica é fundada num modo diverso de consciência, uma consciência extremada. A literatura pornográfica mostra elementos novos e traz à discussão a complexidade do conhecimento humano; o mergulho em experiências que significam um risco espiritual. O artista moderno nas palavras de Sontag "é um corretor da loucura". A crítica americana alega que o assunto ainda não foi "genuinamente debatido" que não se pode afirmar que as obras pornográficas não são literatura sem examinar melhor a questão.


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A Jangada de Pedra
Jose Saramago
[nada]


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A Microfísica do Poder
Michel Foucault
A medicina, a psiquiatria, a justiça, a geografia, o corpo, a sexualidade, o papel dos intelectuais, o Estado, são analisados por Foucault em vários artigos, entrevistas e conferências reunidos neste livro. Todos os textos têm como tema central a questão do poder nas sociedades capitalistas: a sua natureza, seu exercício em instituições, sua relação com a produção da verdade e as resistências que suscita.


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A Pedagogia da Autonomia
Paulo Freire
Somos muitos professores neste país. Preocupados com salários, com capacitação, com condições de trabalho, com a tarefa de ensinar. Na busca permanente de aprendizado, poucas vezes encontramos textos apropriados como este. Nele Paulo Freire nos ensina a ensinar partindo do ser professor. Numa linguagem acessivel e didática ele reflete sobre saberes necessários à prática educativo-crítica fundamentados numa ética pedagógica e uma visão de mundo alicerçadas em rigorosidade, pesquisa, criticidade, risco, humildade, bom senso, tolerância, alegria, curiosidade, esperança, competência, generosidade, disponibilidade... molhadas pela esperança. Aqui as leitoras e os leitores encontrarão a necessária Pedagogia da Autonomia. Autonomia que faz da própria natureza educativa. Sem ela não há ensino, nem aprendizagem.


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A Revolução dos Bichos
George Orwell
George Orwell foi um libertário. "A Revolução dos Bichos", em suas metáforas, revela uma aversão a toda espécie de autoritarismo, seja ele familiar, comunitário, estatal, capitalista ou comunista. A obra é de uma genial atualidade. Apesar de tudo o que alguns poucos homens já fizeram e lutaram, ainda estamos e vivemos sob os que insistem em dominar aquém da ética e além da lei. Sejamos diligentes, a luta continua. Um dia conseguiremos distinguir a diferença entre porcos e homens. Nélson Jahr Garcia


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A Sociedade Contra o Estado
Pierre Clastres
A sociedade contra o Estado, coletânea de onze artigos publicados por Pierre Clastres entre 1962 e 1974, é um dos mais importantes trabalhos de antropologia política já divulgados. Lançada em 1974, traz o sabor de sua época refletindo uma reviravolta nas ciências humanas, propiciada na década anterior por autores franceses como Claude Lévi-Strauss, Michel Foucault e Gilles Deleuze. Como estes, Clastres agarra-se ao projeto de uma forte crítica da Razão ocidental - no seu caso, uma crítica da Razão política, então aferrada em noções de dominação e subordinação. No entanto, Clastres morreu prematuramente (aos 43 anos), não podendo continuar, como queria e poderia ter feito, o seu projeto original de constituição de uma antropologia política geral.


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A Sociedade do Espetáculo
Guy Debord
“Sociedade do espetáculo”; esta expressão já está em voga, especialmente ao se falar de televisão; no Brasil, parece se impor mais do que em outros lugares. Poucos porém sabem que na origem este era o título de um livro de Guy Debord, agora traduzido pela primeira vez no Brasil (Ed. Contraponto). Lançado na França em 1967, “A Sociedade do Espetáculo” tornou-se inicialmente livro de culto da ala mais extremista do Maio de 68, em Paris; hoje é um clássico em muitos países. Em um prefácio de 1982, o autor sustentava com orgulho que o seu livro não necessitava de nenhuma correção. O espetáculo de que fala Debord vai muito além da onipresença dos meios de comunicação de massa, que representam somente o seu aspecto mais visível e mais superficial. Em 221 brilhantes teses de concisão aforística e com múltiplas alusões ocultas a autores conhecidos, Debord explica que o espetáculo é uma forma de sociedade em que a vida real é pobre e fragmentária, e os indivíduos são obrigados a contemplar e a consumir passivamente as imagens de tudo o que lhes falta em sua existência real. Têm de olhar para outros (estrelas, homens políticos etc.) que vivem em seu lugar. A realidade torna-se uma imagem, e as imagens tornam-se realidade; a unidade que falta à vida, recupera-se no plano da imagem. Enquanto a primeira fase do domínio da economia sobre a vida caracterizava-se pela notória degradação do ser em ter, no espetáculo chegou-se ao reinado soberano do aparecer. As relações entre os homens já não são mediadas apenas pelas coisas, como no fetichismo da mercadoria de que Marx falou, mas diretamente pelas imagens. Para Debord, no entanto, a imagem não obedece a uma lógica própria, como pensam, ao contrário, os pós-modernos a la Baudrillard, que saquearam amplamente Debord. A imagem é uma abstração do real, e o seu predomínio, isto é, o espetáculo, significa um tornar-se abstrato do mundo. A abstração generalizada, porém, é uma consequência da sociedade capitalista da mercadoria, da qual o espetáculo é a forma mais desenvolvida. A mercadoria se baseia no valor de troca, em que todas as qualidades concretas do objeto são anuladas em favor da quantidade abstrata de dinheiro que este representa. No espetáculo, a economia, de meio que era, transformou-se em fim, a que os homens submetem-se totalmente, e a alienação social alcançou o seu ápice: o espetáculo é uma verdadeira religião terrena e material, em que o homem se crê governado por algo que, na realidade, ele próprio criou. Nessa base, Debord condena toda a sociedade existente, não somente fraquezas individuais e imperfeições. Em 1967, Debord distinguia dois tipos de espetáculo. O difundido (o tipo ocidental, democrático) caracterizava-se pela abundância de mercadorias e por uma aparente liberdade de escolha. No espetáculo concentrado, ou seja, nos regimes totalitários de toda a espécie, a identificação mágica com a ideologia no poder era imposta a todos para suprir a falta de um real desenvolvimento econômico. Toda a forma de poder espetacular justificava-se denunciando a outra; e nenhum sistema, além destes dois, devia ser imaginável. Debord, portanto, reconheceu na URSS, nada menos do que 25 anos antes de seu fim, uma forma subalterna, e destinada, enfim, a sucumbir, da sociedade da mercadoria. Mas, por um longo período, enquanto existia um proletariado inquieto, o comunismo de Estado desempenhou uma função essencial para o espetáculo ocidental: a de assegurar que os rebeldes potenciais se identificassem com a mera imagem da revolução, delegando a ação real aos Estados e aos partidos comunistas totalmente cúmplices do espetáculo ocidental; ou, então, a pressupostos revolucionários muito distantes, no Terceiro Mundo. Debord anunciou, no entanto, o aparecimento de um movimento de contestação de tipo novo: retomando o conteúdo liberatório da arte moderna, teria como programa a revolução da vida cotidiana, a realização dos desejos oprimidos, a recusa dos partidos, dos sindicatos e de todas as outras formas de luta alienadas e hierárquicas, a abolição do dinheiro, do Estado, do trabalho e da mercadoria. Por isto, Debord sempre considerou o conteúdo profundo de 1968 como uma confirmação de suas idéias. Teve, porém, de admitir, em “Comentários Sobre a Sociedade do Espetáculo” (1988), que o domínio espetacular conseguiu se aperfeiçoar e vencer todos os seus adversários; de modo que agora é a sua própria dinâmica, a sua desenfreada loucura econômica a arrastá-lo em direção à irracionalidade total e à ruína. Os dois tipos anteriores de espetáculo deram lugar, no mundo todo, a um único tipo: o integrado. Sob a máscara da democracia, este remodelou totalmente a sociedade segundo a própria imagem, pretendendo que nenhuma outra alternativa seja sequer concebível. Nunca o poder foi mais perfeito, pois consegue falsificar tudo, desde a cerveja, o pensamento e até os próprios revolucionários. Ninguém pode verificar nada pessoalmente, ao contrário, temos de confiar em imagens, e, como se não bastasse, imagens que outros escolheram. Para os donos da sociedade, o espetáculo integrado é muito mais conveniente do que os velhos totalitarismos. Por Anselm Jappe, em um trecho de “A Arte de Desmascarar”


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A Sombra das Maiorias Silênciosas
Jean Baudrillard
"Na representação imaginária, as massas flutuam em algum ponto entre a passividade e a espontaneidade selvagem, mas sempre como uma energia potencial, como um estoque de social e de energia social, hoje referente mudo, amanhã protagonista da história, quando elas tomarão a palavra e deixarão de ser a “maioria silenciosa” - ora, justamente as massas não têm história a escrever, nem passado, nem futuro, elas não têm energias virtuais para liberar, nem desejo a realizar: sua força é atual, toda ela está aqui, e é a do seu silêncio. Força de absorção e de neutralização, desde já superior a todas as que se exercem sobre elas. Força de inércia especifica, cuja eficácia é diferente da de todos os esquemas de produção, de irradiação e de expansão sobre os quais funciona nosso imaginário, incluindo a vontade de destruí-los."


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A Tirania da Comunicação
Ignacio Ramonet
[nada]


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Admirável Mundo Novo
Aldous Huxley
Escrito na década de 30, Huxley retrata uma saga futuristica em uma sociedade formada por pessoas pré-programadas genética e psicologicamente para desempenhar um papel social e gostar deste, sem questionar ou desejar, nem mais nem menos, simplesmente ser o que lhe foi designado pelo Estado, mantenedor do Bem-estar geral.


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Alquimista
Paulo Coelho
[nada]


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Amor e Anarquia
Romulo Angelico
Uma espécie de coletânea com alguns textos de Rômulo Angélico e da Canária Negra, com poesias, frases e assuntos como o anarquismo cristão, tudo de uma forma bem descontraída.


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As Portas da Percepção
Aldous Huxley
Dois importantes ensaios sobre o efeito da ingestão de drogas e suas implicações mentais e éticas. Em "As portas da percepção", de 1954, o romancista inglês descreve suas experiências pessoais com a mescalina, alcalóide extraído de um cacto mexicano, sob supervisão médica. "Céu e inferno", de 1956, faz uma análise crítica do uso de drogas. Ele constata que , se as alucinações produzidas pela droga podem alcançar uma atmosfera mística, também podem conduzir o paciente às margens da auto-aniquilação.


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Bipolar
Rodrigues B.
Considero esta como uma das melhores compilações de textos que escrevi. Questiona o mundo, a sanidade e, principalmente, o estigma aos chamados "bipolares", cujas oscilações de humor encantam e desencantam o mundo dos normais e dos medíocres. Durante o decorrer dos textos são encontrados rasgos de loucura e a cólera santificada do Espírito Santo. Um livro para loucos e poucos.


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Caibalion
Rosabis Camaysar
este livro é mais ou menos como se pegasse o taoísmo e descompactasse no winzip. então, dos princípios de yin e yang, vc passa a ter sete princípios. todos envolvendo dualidades, exceto o primeiro, que é o princípio da mente... quero dizer... o tao analisa a realidade de um nível bem abstrato, onde cabe tudo. esse outro livro, o Caibalion, é a mesma coisa do taoísmo, mas com uma lente de aumento, manja? quer dizer, na verdade todo conhecimento é a mesma coisa, com focos e perspectivas diferentes... mas o taoísmo está bem próximo do hermetismo no Caibalion. estão intimamente ligados. o livro é escrito por três iniciados no hermetismo - uma parada muito antiga (muito antiga mesmo!!) de um sábio chamado Hermes Trimegisto, que foi base para uma série de sistemas filosóficos e religiosos. pode parecer misticismo barato, eu falando aqui agora, mas a coisa toda é bem fundamentada sem precisar cair em pseudo-ciência. os maçons e rosa cruz, essas sociedades secretas, pelo que sei, estudam bastante o assunto. mas não sei direito como funciona essa relação entre essas sociedades secretas e esses ensinamentos...


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Caos: Os Panfletos do Anarquismo Ontológico
Hakim Bey
"O Caos surgiu antes de todos os princípios de ordem & entropia, não é nem um deus nem um verme, seus desejos insensatos circundam & definem todas as coreografias possíveis, todos os éteres & flogistons: suas máscaras são cristalizações de seu próprio rosto inexistente, como nuvens."


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Cartas de Amor do Profeta
Kahlil Gibran
[nada]


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Desobediência Civil
Henry David Thoreau
Escrito 1847, desde então Desobediência Civíl sempre foi um grande clássico subversivo. Um pequeno livro, na verdade - com apenas 13 páginas - mas de conteúdo impressionante. Nas mãos de Mahatma Ghandi serviu para derrubar um império.


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Devaneios
Rodrigues B.
"devaneios de um menino que insiste que é um fungo e gosta de tomar banho de chuva e olhar o sol se pôr mesmo nos dias em que há nuvens em todo o céu" - Um caos aparente que aos poucos revela um caleidoscópio de idéias. Devaneios é uma compilação de pensamentos vagos: devaneios, como diz o título. Na verdade o título completo é: "devaneios de um menino que insiste que é um fungo e gosta de tomar banho de chuva e olhar o sol se pôr mesmo nos dias em que há nuvens em todo o céu". Tempo houve (o livro foi escrito em 2000) que eu pensava que o tal menino era eu. Mas as coisas vêm e vão e hoje percebo que esse menino é apenas mais um ego da minha imaginação. Um ego com imaginação ardente e uma inocência que não distingue possível de impossível, sagrado de profano.


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Ensaio Sobre a Cegueira
Jose Saramago
Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma ’treva branca’ que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas. O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar ’a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam’. José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti.Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: ’uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos’.


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Entrevista com o Vampiro
Anne Rice
Escrito em 1976, inicia a série sobre "crônicas vampirescas" escrita por Anne Rice. Neste livro, o vampiro Louis, que recusa-se a perder suas características humanas, conta como transformou-se em um vampiro a um repórter. A tradução foi feita por Clarice Lispector.


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Escritos de um Louco
Antonin Artaud
No início de 1943, depois de anos em silêncio, Antonin Artaud, encerrado no asilo de Rodez, recomeçou a escrever. No início, ele escrevia cartas aos amigos para contar seu sofrimento e as agruras pelas quais passava; como exercício, traduz textos do inglês: a pedido de um médico do asilo, Lewis Carroll, depois, por iniciativa própria, um poema de Edgar A. Poe, Israfel. Esta tradução deu-lhe oportunidade de um trabalho de reescritura completa. Artaud restitui não o poema ao pé da letra , mas inventa para ele outros termos e com isso reconquista sua língua. Da mitologia grega Artaud traz uma palavra - dictamno - que se torna uma maneira de definir uma nova poética que rompe com os escritos de pré-guerra. Uma poética que se situa na linhagem dos poemas de Poe, mas também dos de Mallarmé, de Baudelaire e de Lautréamont citados por ele freqüentemente. O momento de Rodez mostra como Artaud reconquista a língua, constrói uma genealogia poética e, nesse mesmo movimento e através dele, produz sua cura. É desse momento que o livro trata e foi a partir dos termos - dictamno e spell -, que Jean-Michel Rey mostra como Artaud, com eles e neles, encontra o bálsamo necessário para que sua palavra pudesse ser novamente dita. O autor traz para seus possíveis leitores e para os leitores de Artaud trechos do poeta dos quais faz uma leitura teórica e crítica, mas também faz mais que isto, pois foi capaz de manter com sua obra um diálogo poético e emocionado (emocionante!). A leveza do texto esconde, no entanto, o peso do instrumental conceitual que sustenta uma leitura minuciosa, sofisticada e criativa.


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Escritos Revolucionários
Errico Malatesta
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Estigma - Notas sobre a manipulação da identidade deteriorada
Erving Goffman
Este livro reexamina os conceitos de estigma e identidade social, o alinhamento grupal e a identidade pessoal, o eu e o outro, o controle da informação, os desvios e o comportamento desviante, detendo-se em todos os aspectos da situação da pessoa estigmatizada: dos boêmios aos delinqüentes, das prostitutas aos músicos de jazz, dos ciganos aos malandros de praia, do mendigo a quantos são considerados engajados numa espécie de negação coletiva da ordem social, os que integram a comunidade dos estigmatizados, todos têm, neste livro, sua imagem humanamente explicada à luz da antropologia social.


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Eu Me Odeio
Rodrigues B.
[ou PUBLICAÇÕES VIRTUAIS IMERSAS E ESQUECIDAS NA MALHA DE INFORMAÇÕES]
(...)
Meu projeto inicial era realmente fazer uma compilação do melhor de tudo que circulou pelo grupo, não só com textos meus, mas de todos que escreviam para a lista. Quero dizer, gostaria de organizar uma compilação que pudesse resgatar todo desenvolvimento da ideologia/cultura que foi sendo formada no EMO. Mas, ao tentar realizar tal projeto, me senti como que me afogando em informação, e não demorava muito para eu me perder e desistir de tão ambicioso projeto. Aí então que resolvi desenvolver um trabalho mais modesto, com apenas textos meus, e ainda com APENAS alguns textos meus. O resto separei para organizar em outras coletâneas, temáticas. Os textos aqui reunidos são apenas fragmentos do que escrevi e circulou pela lista. Apesar de no EMO eu ter escrito praticamente sobre qualquer coisa, neste trabalho apenas deixo reunidos alguns textos delirantes e convulsivos, além de alguns poemas que foram escritos com a finalidade de me aliviar, desabafar ou sei lá o quê. São causos, poemas ou devaneios sinceros e coerentes apenas ao momento em que foram escritos. Momentos estes, que os textos buscam, das maneiras mais bizarras, resgatar para se fazer presente outra vez, mediante a leitura.
Talvez do caos aparente de idéias aqui contidas seja percebida uma ordem. Como vários cacos de um espelho espalhados, refletindo uma mesma lua. Mas gostaria que este trabalho não fosse visto como um livro, linear, sequencial, coerente, mas sim como uma coleção de músicas, com seu próprio ritmo. É dessa maneira que imagino este trabalho sendo absorvido. Mas também não quero me apossar das possíveis interpretações que possam surgir. Esta obra é o que você quiser que ela seja.
Bão, sem me demorar mais falando sobre o que o EMO foi para mim ou sobre o que é esta compilação, desejo que o leitor goste deste trabalho, que apesar de simplório, é sincero. E espero que esta obra tenha algo a adicionar em tua vida, seja lá o que isso queira dizer.
(...)


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Fahrenheit 451
Ray Bradbury
Em um Estado totalitário em um futuro próximo, os "bombeiros" têm como função principal queimar qualquer tipo de material impresso, pois foi convencionado que literatura é um propagador da infelicidade. Mas um bombeiro começa a questionar tal linha de raciocínio quando vê uma mulher preferir ser queimada com sua vasta biblioteca ao invés de permanecer viva. O livro virou filme dirigido por François Truffaut. Veja mais sobre o filme no seguinte endereço: http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/fahrenheit-451/fahrenheit-451.htm


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Forças Armadas Para Quê?
Oliveiros S. Ferreira
"De formação inteiramente civil, já tendo sido considerado como típico produto da então respeitada escola pública brasileira, formado e doutorado em Ciências Sociais, modestamente reconhecendo-se apenas como cientista político e jornalista, Oliveiros S. Ferreira nos brinda agora com uma coleção de artigos abrangendo amplo campo do relacionamento do estamento militar com a sociedade, com a Nação e com o Estado, com incursões profundas e brilhantes no campo da geopolítica e da estratégia. - Sócrates da Costa Monteiro"


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Foucault e o Anarquismo
Salvo Vaccaro
“Nos dois primeiros anos de vida em Clermont (60-62), Michel Foucault tomou-se amigo de Jules Vuillemin. Faziam longas caminhadas pelas ruas do centro histórico, almoçavam juntos com freqüência, por vezes na companhia de colegas da faculdade de filosofia. Muitas vezes em mesas de dez pessoas. (...) E ainda assim eram muitas as diferenças entre os dois professores. (...) A distância que os separava era também considerável: Vuillemin aproximou-se gradualmente da direita, enquanto que Foucault, bem ou mal, permaneceu um homem de esquerda. Discutiam muito entre si e Foucault concluía em geral com o comentário: “No fundo, você é uma anarquista de direita e eu um anarquista de esquerda”


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Foucault: História e Anarquismo
Margareth Rago
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Fup
Jim Dodje
Lançado por uma pequena editora da Califórnia que até então só havia publicado dois livros, FUP tornou-se um sucesso graças à divulgação feita exclusivamente pelos seus leitores entusiasmados. Sua fama cresceu como bola de neve e os grandes jornais da Costa Oeste dos Estados Unidos lhe dedicaram artigos elogiosos. O livro acabou sendo comprado pro uma grande empresa, que lançou uma edição ilustrada de cem mil exemplares, logo esgotada. FUP conta as aventuras de um velho beberrão que fabrica seu próprio uísque, educa um neto órfão da maneira menos ortodoxa possível e sustenta uma pata gorda demais, que não consegue voar - e que acaba sendo a personagem principal desta encantadora novela de Jim Dodge - filósofo, poeta, jogador e apanhador de maçãs.


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Hubble
Rodrigues B.
Esta é a estória de Robervaldo contada por uma estrela irônica e por muitas vezes ácida. Uma estória comum, de um garoto perdido em um mundo que não compreende, e que por isso faz poesia. * * * Já dizia algum pensador que a gente nunca vê as estrelas de fato, mas apenas suas antigas fotografias. As estrelas estão há anos e anos luz daqui, e sempre indo pra mais longe. Não importa. O fato é que foram as fotos de Hubble que me fizeram perceber que o universo está em expansão. Hubble foi o primeiro conto que escrevi, lá em 99, quando eu tinha meus 17 anos. É algo primário, adolescente, sentimental demais. Se fosse para modificar tudo o que está escrito em Hubble, para se adequar a minha atual maneira de pensar, teria de reescrevê-lo completamente, e então Hubble deixaria de ser Hubble. E um dia no futuro, eu teria de reescrever tudo de novo, porque já teria mudado minha maneira de pensar outra vez... Portanto eu disponibilizo este conto como está, com todos erros e contradições que comete um garoto de 17 anos.


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Insomnia
Rodrigues B.
Dessas noites em que estar dormindo ou acordado não faz difereneça.


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Laranja Mecânica
Anthony Burguess
"Mais ainda, a ruindade faz parte do ser, do eu, tanto em mim quanto em vocês no odinoque, e este eu é feito por Bog, ou Deus, e é o seu grande orgulho e radoste. Mas o não-ser não pode aceitar o mal, quer dizer, os do governo, os juizes e os colégios não podem permitir o mal porque não podem permitir a individualidade. E não é a nossa História moderna, meus irmãos, a história de bravas individualidades malenques lutando contra essas máquinas enormes? Quanto a isto, meus irmãos, eu estou falando com toda a seriedade. Mas, o que faço, faço porque gosto." Alex - Sua obra, A laranja Mecânica serviu de inspiração para peças de teatro e o clássico do cinema, dirigido por Stanley Kubrick, o qual ele considera a sua obra-prima.


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Libertando-se
Jared James
"O propósito principal deste texto é tentar persuadir os revolucionários de mudar os locais da luta anticapitalista, escolhendo novos campos de batalha. Eu identifico três locais estratégicos de luta - bairros, locais de trabalho, e Casas - o qual eu acredito não só nos permitirá derrotar os capitalistas mas também construir uma nova sociedade nesse processo. A vantagem de mudar o campo de batalha para estes três locais estratégicos é a adoção de uma estratégia ofensiva, não somente defensiva. Quer dizer, não apenas reagir àquilo que não gostamos e queremos destruir, não apenas resistindo ao que eles estão fazendo conosco, mais efetivo que apenas a defesa é também partir para o ataque utilizando nossa criatividade e novas formas sociais. O que significa começar a tomar a iniciativa de construir a vida queremos, lutar para defender a vida, e defender nossas concepções sociais dos ataques da classe dominante. Eu penso que as pessoas estarão muito mais dispostas a lutar por algo assim, que simplesmente afrontar a classe dominante em outros locais, que parecem freqüentemente distantes das suas vidas cotidianas. Mas é bom que tenhamos a clareza de que isto nos envolverá em lutas terríveis. Nunca poderemos estabelecer uma livre-associação em qualquer destes locais sem confrontar diretamente com o poder da classe dominante. Ao listar todas as estratégias que fracassaram não tive por intenção denegrir os esforços revolucionários das gerações passadas. Resistir e derrotar o capitalismo foi um projeto histórico de extensão enorme; revolucionários verteram suas vidas em estratégias que eles consideraram melhores na ocasião. Eu estou simplesmente tentando ponderar e refletir por onde passamos, o que já tentamos, para onde deveríamos ir agora, e o que nós deveríamos estar tentando fazer. Eu não reivindico que a estratégia que eu esboço aqui seja o fim de tudo ou tudo. Trata-se de uma proposta, uma avaliação, uma reflexão daquilo que acho que nos levará à vitória. Mas sou apenas uma pessoa. Elaborando uma nova estratégia anticapitalista, coisa que obviamente é uma tarefa para milhões. Não tenho a pretensão (listando o que eu reivindico como estratégias fracassadas) de dizer que as pessoas deveriam deixar de praticá-las por completo. Mas de discutir estas formas de resistência que, embora tenham realizado muito, não nos levou muito longe em nossa última meta de destruir o capitalismo. Elas não nos permitiram subverter o sistema, derrotar a classe dominante, ou construir uma sociedade livre, contudo não acho que foram em vão. Algumas destas estratégias fracassadas, como o partido de vanguarda leninista, a social democracia, o isolamento, e guerra de guerrilha, deveriam ser totalmente abandonadas. Outras, como manifestações e campanhas pontuais, deveriam ser subordinadas claramente à tarefa principal de trabalhar junto às livre-associações de bairros, locais de trabalho, e Casas. Quanto às estratégias como greves, desobediência civil, ou insurreições, elas estão erradas em si mesmas. Ou seja, não são suficientes, elas não podem derrotar o capitalismo. Para ganhar temos que adotar a somatória de toda uma dimensão".


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LSD, Minha Criança Problema
Albert Hofmann
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Manifesto Contra o Trabalho
Grupo Krisis
Há séculos está sendo pregado que o deus-trabalho precisaria ser adorado porque as necessidades não poderiam ser satisfeitas sozinhas, isto é, sem o suor da contribuição humana. E o fim de todo este empreendimento de trabalho seria a satisfação de necessidades. Se isto fosse verdade, a crítica ao trabalho teria tanto sentido quanto a crítica da lei da gravidade. Pois, como uma "lei natural" efetivamente real pode entrar em crise ou desaparecer? Os oradores do campo de trabalho social - da socialite engolidora de caviar, neoliberal e maníaca por eficiência até o sindicalista barriga-de-chope - ficam em maus lençóis com a sua pseudo-natureza do trabalho. Afinal, como eles querem nos explicar que hoje três quartos da humanidade estejam afundando no estado de calamidade e miséria somente porque o sistema social de trabalho não precisa mais de seu trabalho?" Num mundo ainda atordoado pela queda do Muro de Berlim, no momento em que todas as mídias decretavam com seus "sábios" de momento o "fim das ideologias", uma "nova ordem" ou "a vitória do capitalismo", um grupo levantou sua voz. Uma crítica na contracorrente, o Grupo Krisis apresenta seu manifesto de resgate da radicalidade. Hoje, após o fracasso dos planos de ajuste neoliberais no mundo, com multidões da Argentina à Venezuela se levantando para dizer não a esses sistemas econômicos. Numa situação marcada ainda pelo fatos do 11 de setembro e pela continuidade da guerra de longa duração iniciada no Afeganistão. E que agora pelo interesse das multinacionais do petróleo e das bolsas de valores que querem as riquezas do Iraque e os preparativos para uma nova guerra. E contra ela milhões se levantam em todos os continentes. Ao resgatar a mais viva e profunda contraposição ao culto do "deus-trabalho" o Manifesto Contra o Trabalho leva ao debate e à prática a tradição crítica e emancipatória daqueles que gerações antes se dispunham a "assaltar os ceús". Dando o ponta-pé inicial da difusão mais séria do pensamento frente a sociedade do trabalho e sua crise. Indo além da vulgar contraposição aos capitalistas, o Manifesto Contra o Trabalho ataca todos os representantes do culto ao trabalho, do sindicalista ao patrão. Não ficando preso aos limites da "fraseologia" vazia da esquerda tradicional, nem das amarras e dos muros da academia, o Manifesto aponta um caminho: o fim do trabalho. GRUPO KRISIS Tendo como principal expoente o sociólogo alemão Robert Kurz, o grupo Krisis é, em primeiro lugar, uma revista teórica que reúne contribuições para a crítica à sociedade da mercadoria. Mas é, na realidade, mais do que isso, a saber, um ponto de encontro pouco organizado para a discussão entre pessoas, grupos e movimentos que não aceitam a alegada falta de alternativa ao sistema mundial capitalista.] A Krisis existe desde 1986 e compreende-se como um fórum teórico para a reformulação da crítica social radical. O fracasso do marxismo tradicional não é para o Krisis, de maneira nenhuma, uma razão para nos tornarmos "realistas" relativamente à economia de mercado. Pelo contrário, remete-nos à necessidade de ultrapassar os seus limites e constrangimentos teóricos e práticos. A Krisis quer contribuir para a formação de um discurso amplo e aberto de crítica ao capitalismo, que crie uma ligação entre diferentes propostas, iniciativas e atividades oposicionistas radicais atravessando todas as fronteiras nacionais. Esta é uma condição fundamental para a possível formação de um novo movimento social de cooperação - e não hierarquizado - contra a atual situação. Com este objetivo, são organizados seminários públicos e sessões de debate e intervenções de diversas formas como publicistas na discussão aberta (com a própria Krisis, com artigos em jornais e revistas, com a publicação de livros, etc.). O grupo Krisis não é de modo algum uma organização semelhante a um partido que pretende "angariar seguidores". Ele vive de atividades autônomas dos grupos e pessoas interessadas, seja com a promoção de debates e seminários, a intervenção em discussões públicas, a produção de textos ou a sua difusão e outras semelhantes.


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Manual Prático de Deliquencia Juvenil
Ari Almeida
Este livro é criminoso. É o tipo do livro que se cair em mãos erradas pode dar em merda. Este é um livro perigoso. É o tipo do livro que se cair em mãos certas pode ser um catalisador. Este é um livro desobediente. Além de desobedecer diversas leis fazendo apologia a diversos crimes, desobedece descaradamente a gramática e a Língua Portuguesa. A pelos erros de digitação constantes em todo o volume, que sequer foram corrigidos. Este é um livro inconveniente. Pelo título, pela capa exageradamente ofensiva, pelo conteúdo & pelo seu significado. Ele incomoda, na medida em que é difícil explicá-lo. Por tudo isso, por ser criminoso, perigoso, desobediente & inconveniente, este livro é indispensável. Trata-se de um sério candidato a tornar-se a balada da nossa geração. A informação quer ser livre, o conhecimento deve ser tomado & cultura de cú é rola.!!!!!!!


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Michel Foucault: Por Uma Vida Não Facista
Michel Foucault
"Essa arte de viver contrária a todas as formas de fascismo, que sejam elas já instaladas ou próximas de ser, é acompanhada de um certo número de princípios essenciais, que eu resumiria da seguinte maneira se eu devesse fazer desse grande livro um manual ou um guia da vida cotidiana: Libere a ação política de toda forma de paranóia unitária e totalizante; Faça crescer a ação, o pensamento e os desejos por proliferação, justaposição e disjunção, mais do que por subdivisão e hierarquização piramidal; Libere-se das velhas categorias do Negativo (a lei, o limite, a castração, a falta, a lacuna), que o pensamento ocidental, por um longo tempo, sacralizou como forma do poder e modo de acesso à realidade. Prefira o que é positivo e múltiplo; a diferença à uniformidade; o fluxo às unidades; os agenciamentos móveis aos sistemas. Considere que o que é produtivo, não é sedentário, mas nômade; Não imagine que seja preciso ser triste para ser militante, mesmo que a coisa que se combata seja abominável. É a ligação do desejo com a realidade (e não sua fuga, nas formas da representação) que possui uma força revolucionária; Não utilize o pensamento para dar a uma prática política um valor de verdade; nem a ação política, para desacreditar um pensamento, como se ele fosse apenas pura especulação. Utilize a prática política como um intensificador do pensamento, e a análise como um multiplicador das formas e dos domínios de intervenção da ação política; Não exija da ação política que ela restabeleça os “direitos” do indivíduo, tal como a filosofia os definiu. O indivíduo é o produto do poder. O que é preciso é “desindividualizar” pela multiplicação, o deslocamento e os diversos agenciamentos. O grupo não deve ser o laço orgânico que une os indivíduos hierarquizados, mas um constante gerador de “desindividualização”; Não caia de amores pelo poder."


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Mulheres
Charles Bukowski
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O Apanhador no campo de centeio
J. D. Salinger
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O Copyleft explicado às crianças
Wu Ming
Dos textos disponíveis no website da wumingfoundation, selecionamos este, para publicação isolada. Primeiro, porque é curtinho. Segundo, porque em poucas e boas palavras deixa bem claro o que é copyleft e porque o conceito é importante, quer para a proteção dos direitos dos leitores, quer para a proteção dos direitos dos autores. Mais sobre copyleft em Wu Ming: Textos em português (abaixo) e no website do Wu Ming: www.wumingfoundation.com


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O Direito à Preguiça
Paul La Fargue
Panfleto revolucionário escrito em 1880, publicado no jornal socialista L’Égalité, numa série de artigos entre 16 de junho e 4 de agosto do mesmo ano, editado como brochura em 1881, revisto e reeditado em 1883, voltando a ser impresso em 1898 e em 1900, O Direito à Preguiça teve um sucesso sem precedentes, comparável apenas ao do Manifesto Comunista, tendo sido traduzido para o russo antes mesmo deste último. Possivelmente um dos textos mais lidos na Espanha, antes, durante e depois da Guerra Civil, foi reeditado pela Resistência Francesa, em 1944, e recebeu novas edições sob o patrocínio do Partido Comunista Francês, nos anos 60 e 70. Em 1968, traduzido para quase todas as línguas, O Direito à Preguiça foi panfletado pelos movimentos esquerdistas de praticamente o mundo inteiro e, desde então, tem sido constantemente republicado.” “Preocupados (com razão, aliás) com a mensagem política, os comentadores sempre deixaram de lado (ou não levaram em consideração) que a construção literária de O Direito à Preguiça revela um escritor exímio, que domina com requinte os instrumentos da retórica e é capaz de segui-la com sofisticação.” “Sabe-se, hoje, que Lafargue pensara, inicialmente, em intitular seu panfleto como Direito ao Lazer e, depois, como Direito ao Ócio. A escolha da preguiça não foi casual. O título original do panfleto foi: O Direito à Preguiça. Refutação da religião de 1848. Ao escolher e propor como um direito um pecado capital, o autor visa diretamente ao que denomina ‘religião do trabalho’, o credo da burguesia (não só francesa) para dominar as mãos, os corações e as mentes do proletariado, em nome da figura assumida por Deus, o Progresso. Essa escolha é duplamente consistente ...” Sobre o Autor Paul Lafargue nasceu em Santiago de Cuba, em 1842. Neto (pelo lado paterno) de uma mulata de Santo Domingo e de uma índia Caraíba e um judeu de origem francesa (pelo lado materno), foi com os pais para Bordéus, em 1851. Inicia o curso de medicina em Paris, terminando-o, anos depois, em Londres, pois, tendo, num congresso de estudantes contra o Segundo Império de Luís Napoleão, proposto a supressão das cores oficiais francesas e sua substituição por uma bandeira e fitas vermelhas, foi expulso perpetuamente da Universidade de Paris. Franco-maçom e prudhoniano, ativo colaborador da revista La Rive Gauche, viaja a Londres em 1865, encontrando-se pela primeira vez com Engels e Marx, com cuja filha, Laura, se casará, em 1868. Desde 1866, participa do Conselho-Geral da Primeira Internacional (dirigido por Marx) e, em 1868, abandona o ramo francês daquela que iria tornar-se a grande adversária do Conselho no interior da Internacional, a Associação Internacional dos Trabalhadores (que viria a ser liderada por Bakunin), à qual se filiara anos antes. Durante a Comuna de Paris, em 1871, Lafargue se muda com a família para Bordéus (tem dois filhos e um terceiro a caminho; duas das crianças morreram com alguns meses de idade e o filho, Étienne, morreria aos dois anos, vítima de problemas gastrointestinais. Essas mortes fizeram Lafargue abandonar para sempre a prática da medicina. Seu nome é indicado para a eleição dos representantes municipais da Comuna, mas a derrota do movimento revolucionário e a violenta repressão que se abate sobre os communards e todos ligados a eles, o leva a partir com Laura eÉtienne para a Espanha, onde permanecerá exilado até o Congresso de Haia, de 1872, quando parte para a Holanda e, a seguir, retorna a Londres. Será por essa época que Marx, preocupado com o abatimento moral e a desorganização política que domina o operariado franc es, derrotado na Comuna e reprimido pelas forças republicanas, tentou, sem obter resposta, convencer Blanqui da necessidade de reorganizar a classe operária. Na ocasião, Marx recebe uma carta de Jules Guesde, communard e diretor do jornal L’Égalité, consultando-o sobre a criação de um partido operário socialista. O contato é feito por Lafargue que, mais tarde em companhia de Marx e Engels, auxilia na redação do programa do Partido Operário Francês, proposto por Guesde no “Congresso imortal” de outubro de 1872, em Marselha, quando, pela primeira vez, os operários franceses chamaram-se a si mesmos de revolucionários. É nesse período que, em 1880, Lafargue publica, na Revue Socialiste, trechos do Anti-Dühring, de Engels, traduzidos para o francês e organizados por ele e Laura com o título de Socialismo Utópico e Socialismo Científico. Nesse mesmo ano de 1880, entre 14 de junho e 4 de agosto, publica na revista guesdista L’Égalité a série de artigos que formam O Direito à Preguiça. Com essas duas publicações, o marxismo (ou mais exatamente, para se usar a terminologia de Lafargue e de sua época, o “determinismo econômico”), graças à descoberta da luta de classes como motor da história, se apresenta como via na qual se forma a consciência de classe operária e sua compreensão da necessidade histórica da ação revolucionária. Esses dois escritos reorientam a revista L’Égalité e fundamentam o programa do Partido Operário Francês. É a partir dessa época que Lafargue começará a redação de várias brochuras resumindo as idéias de Marx para divulgá-las entre os operários revolucionários franceses. Lafargue é considerado o principal responsável pelo surgimento do marxismo francês do final do século XIX e início do século XX e, para muitos, seus textos de crítica literária (com análises das obras de Chateaubriand, Hugo, Flaubert, zola e Balzac) dão início à chamada “estética marxista”, que terá em Lukács seu maior expoente. Paul e Laura Lafargue cometeram eutanásia no dia em que ele completou 70 anos, a 25 de novembro de 1911. Na noite do dia 24 foram à ópera e na manhã do dia 25 foram encontrados serenamente sentados em sua sala de visitas, mortos com uma dose de veneno injetada nas veias. Sobre a mesa, uma carta explicava que seu gesto era de amor, pois não desejaram tornar-se uma carga e um fardo para família, amigos e companheiros de luta quando a velhice os privasse de capacidade intelectual e de vigor corporal para as tarefas revolucionárias.


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O que é ideologia
Marilena Chaui
Ideologia: um mascaramento da realidade social que permite a legitimação da exploração e da dominação. Por intermédio dela, tomamos o falso por verdadeiro, o injusto por justo. Como ocorre essa ilusão, essa fabricação de uma história imaginária? Qual sua origem? Quais seus mecanismos, seus fins e efeitos sociais, econômicos e políticos?


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O que é o Poder
Gerard Lebrun
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O Retrato de Dorian Gray
Oscar Wilde
Oscar Wilde, um dos grandes escritores da língua inglesa, escreveu váias obras-primas. Como suas atitudes iconoclastas e anti-convencionais escandalizou o mundo literário de sua época. Um de seus inúmeros biógrafos escreveu - ’’A maior obra de Oscar Wilde foi sua própria vida... da qual foi ele mesmo o mais ardente espectador’’. ’’O Retrato de Dorian Gray’’, escrito em 1890, traduz as principais preocupações estéticas do autor.


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Os Caminhos do Poder
Noam Chomsky
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Paris: Maio de 68
Grupo Solidarity
Este texto foi publicado originalmente em junho de 1968 como uma brochura do grupo inglês Solidarity. Ainda que não traga assinatura, o texto é com frequência atribuído a Maurice Brinton, o que também não ajuda muito na identificação das origens: Maurice Brinton seria o pseudônimo de um famoso neurocirurgião de Londres. Apesar dos mistérios, o Solidarity foi talvez o principal grupo a desenvolver uma crítica marxista libertária na Inglaterra dos anos 60 e 70. O Solidarity surgiu no início dos anos 60 a partir de uma dissidência da trotskista Socialist Labour League. O Solidarity acabou se aproximando do grupo francês Socialisme ou Barbarie, outra dissidência do trotskismo. Brinton e seus companheiros foram os responsáveis pelas primeiras traduções dos textos do S ou B para o inglês e são frequentemente confundidos como sendo uma ala inglesa do grupo francês. Mas enquanto que o S ou B entrou em crise já na primeira metade dos anos 60, deixou de existir e seu principal nome, Cornelius Castoriadis, acabou desistindo da idéia de revolução, o Solidarity continuou na ativa até meados dos anos 80. Naquele final de 1967, o Solidarity foi um dos raros grupos marxistas a perceber de imediato os rumos que tomava o movimento estudantil na França. Por isso, já estavam em uma posição privilegiada para observar o que aconteceu em maio do ano seguinte. Como estrangeiros puderam circular de maneira mais livre em meio a guerra interna de tendências que acontecia em Sorbonne. Como aqueles que já entendiam com profundidade as discussões em andamento, souberam estar nos momentos certos, nos lugares certos. Muito já escreveu sobre o Maio de 68. Já nos meses seguintes ao acontecimento as livrarias francesas estavam cheias de livros sobre o tema. Mas raros textos, se é que algum, têm o frescor deste testemunho.


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Pedagogia do Oprimido
Paulo Freire
Em a "Pedagogia do Oprimido", Paulo Freire propõe um método abrangente, pelo qual a palavra ajuda o homem a tornar-se homem. Assim, a linguagem passa a ser cultura. Através da decodificação da palavra, o alfabetizando vai-se descobrindo como homem, sujeito de todo o processo histórico. O grande desafio consiste em buscar a consciência através de uma educação que nega um de seus principais fundamentos: a opressão. Segundo Freire, a conscientização visa romper com eterna ilusão (cada vez mais em voga) de que o destino dos homens é existirem na eterna dicotomia: os opressores e os oprimidos. SOBRE O AUTOR A metodologia desenvolvida por Paulo Freire foi muito utilizada no Brasil em campanhas de alfabetização e, por isso, ele foi acusado de subverter a ordem instituída, sendo preso após o Golpe Militar de 1964. Depois de 72 dias de reclusão, foi convencido a deixar o país. Exilou-se primeiro no Chile, onde, encontrando um clima social e político favorável ao desenvolvimento de suas teses, desenvolveu, durante 5 anos, trabalhos em programas de educação de adultos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA). Foi aí que escreveu a sua principal obra: Pedagogia do oprimido. Paulo Freire é autor de muitas obras. Entre elas: Educação: prática da liberdade (1967), Pedagogia do oprimido (1968), Cartas à Guiné-Bissau (1975), Pedagogia da esperança (1992) À sombra desta mangueira (1995).


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Pequeno Príncipe
Antoine de Saint-Exupéry
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Q, o Caçador de Hereges
Luther Blissett
Em uma época devastada pelas guerras religiosas e a luta pela terra, um estudante de teologia escolhe a causa dos hereges e dos deserdados. No tabuleiro de xadrez europeu ­ das planícies alemãs e as florescentes cidades holandesas, até Veneza, porta do Oriente­, chegando até Constantinopla, um sobrevivente de muitos nomes e o seu inimigo, Q, o caçador de hereges, disputam uma partida. Vale todo tipo de jogada, e o prêmio pela vitória fica oculto até o final da partida. 15 de maio de 1525: na planície de Frankenhausen, Saxônia, os cavaleiros recobertos de armaduras, a mando dos príncipes alemães, exterminam o exército de camponeses rebelados. 9 de fevereiro de 1534: os esfarrapados profetas da revolta anabatista lideram o povo à conquista de Münster, Westfalia. 6 de maio de 1544: Anton Fugger, o mais poderoso banqueiro da Europa, escreve ao chefe e fundador da Inquisição romana, propondo uma interessante troca de favores. Julho de 1546: O Benefício de Cristo, do frade Benedetto Fontanini de Mântua, é proclamado livro herético e incluído no Index, e é excomungado pela Igreja de Roma. É nesta rede invisível de relações no espaço e no tempo, de vozes perdidas, insurreições e tumultos, traições e loucuras, de figuras memoráveis e esquecidas, que o autor adentra, assumindo o nome Luther Blissett. Um fervilhar de humanidades múltiplas, às portas do inferno, é o afresco que resulta no fim. Um juízo universal, onde a condenação implacável de cada partido adotado é fornecida como um mecanismo fechado no estilo de um texto policial, emoldurado por uma cuidadosa pesquisa histórica. Os movimentos profundos que forjam a história e os mitos revelam-se através dos destinos de homens e mulheres arrebatados por impulsos e desejos muito terrenos. "Q é ao mesmo tempo um romance de aventuras, um texto teológico, um tratado de filosofia, um guia de amor e um manifesto de militância anarquista e situacionista." L"Adige "Q, romance grandioso, belíssimo e extraordinário de Luther Blissett." Tuttolibri "Entusiasmo não é uma palavra excessiva para uma experiência narrativa como esta. A linguagem é robusta, a construção é arrojada, o ritmo é premente, as idéias são poderosas. Em certo sentido, recupera a grande tradição do romance de aventuras do século XIX mas, pulando toda a choradeira psicológica e memorialista e toda a prosa esgotada do século XX, apresenta-se como um romance totalmente novo, vigoroso, repleto de aberturas para o futuro." Il Giornale "Culto, cativante, enxuto, mesmo em sua complexidade..." La Repubblica "Profético, revolucionário, talvez conspiratório. Um romance que se aventura lá onde os historiadores não ousam ir." Corriere della Sera "Um thriller, um registro documental, um romance. E uma metáfora do presente." Il Messaggero "Herói do futebol, avatar clonado da arte underground radical, e agora uma estrela do pop: mas quem é Luther Blissett, afinal?" The Wire O AUTOR Luther Blissett é um nome que apareceu em toda a Europa sob as circunstâncias mais estranhas, assinando obras e atos de cunho subversivo. O autor de Q decidiu adotá-lo porque (como ele mesmo escreve) "é bom ser famoso de forma anônima" e, com Friedrich Nietzsche, "o que importa de mim!"


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Revide!!
Rodrigues B.
Revide!! é uma compilação de discursos sobre contracultura, caos e subversão em geral. Trata-se de uma reação a todo esquema de grana, posse, degradação e alienação do mundo cão-pitalista (daí o título: REVIDE). O propósito deste trabalho é oferecer informações relevantes para uma mudança de perspectiva quanto a vida e a realidade. É fortalecer a noção de que apesar de uma modificação nas estruturas da sociedade ser necessária, é urgente que se faça uma mudança de mentalidade entre os indivíduos, principalmente aqueles que se dizem insatisfeitos com o sistema e têm a pretensão de mudá-lo. Pelo que vejo, antes de acontecer uma revolução material, é necessária uma revolução intelectual. É necessário que se aprenda a perceber ao invés de imitar.


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Sidhartha
Herman Hesse
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TAZ: Zona Autônoma Temporária
Hakim Bey
Mais do que uma sigla, TAZ (Temporary Autonomous Zone, ou Zona Autônoma Temporária) é uma idéia. Seu autor, Hakim Bey, propõe a criação de espaços libertários (virtuais ou não), de curta duração, que funcionem como ferramenta para burlar o Controle, um conceito genérico que ele traduz pela metáfora do "mapa", "uma malha política abstrata, uma proibição gigantesca imposta pelo cacetete condicionante do Estado". Embora o mapa esteja fechado, pela submissão de todo e qualquer espaço do planeta à autoridade de um governo, Bey proclama que a zona autônoma está, pelo contrário, aberta. Publicado no final dos anos 80, o livro TAZ virou best-seller, um "clássico" da contracultura reproduzido sem restrições pela Internet. Uma vez lançada a semente, o ideário da TAZ foi adotado por ativistas radicais de esquerda e hackers, inspirados pela proposta de uso da Web como uma TAZ. No estilo manifesto, o livro faz da incitação seu maior mérito: "A Revolução fechou-se, mas a possibilidade do levante está aberta. Por ora, concentremos nossas forças em ’irrupções temporárias’, evitando enredamentos com ’soluções permanentes’", cutuca Bey. SOBRE O AUTOR Não há fotos de Hakim Bey. Milhares de histórias a respeito de quem seria ele correm soltas pela Internet. A história mais freqüente diz que Hakim Bey teria sido um poeta em algum lugar do norte da Índia, que por questões políticas teria sido obrigado a fugir para a Inglaterra e depois, por causa do envolvimento em uma ação terrorista, teria fugido para Nova York. Outros dizem que ele seria a ovelha negra de uma família de milionários. A informação mais segura diz que ele seria um americano que viveu muito tempo no Irã, mas fazendo o quê é um mistério.


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Tecnofobia
Rodrigues B.
Essa obra é fruto de convulsões, surtos e tardes sonolentas e/ou cafeinadas em frente ao computador em vivências virtuais com amigos reais e imaginários ao mesmo tempo. Talvez um grito de socorro abafado entre páginas e letras. Fruto do desespero. Fruto da solidão. Fruto transgênico nascido dentro da Sala de Comando da Computadores S/A. Os textos que compoem este trabalho são fragmentos de um ego quebrado. São como cacos de um espelho que refletem um pensamento em diversos ângulos diferentes. Textos que em sua grande parte foram escritos com a finalidade de simplesmente expressar minha angústia diante desses tempos dinâmicos em que vivemos, onde a informação se prolifera das mais diversas formas, as pessoas inventam novas maneiras de se organizar, a maldade é geral, assim como a atenção humana é cada vez mais requisitada e seduzida pelos mais diversos meios e interesses.
Digam o que disserem sobre o século 21, mas esses são tempos sombrios.
Na sociedade da informação, não é o conhecimento ou a informação que tem valor, mas sim a atenção. E uma atenção dispersa confunde a mente. Este trabalho é a manifestação de uma mente confusa, um coração angustiado e um estômago esperançoso por um amanhecer pós-apocalíptico que pode nascer bonito.


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Uma Utopia Militante
Paul Singer
SINGER, PAUL Economista formado pela USP, é professor titular de Economia aposentado. Ex-secretário municipal de Planejamento de São Paulo, em 2003 foi nomeado pelo Governo Federal secretário de Economia Solidária, cargo vinculado ao Ministério do Trabalho. É autor de ’Aprender economia’, ’O Brasil na crise - perigos e oportunidades’, ’Economia política de urbanização’, ’Globalização e desemprego’, ’O que é economia’ e ’Para entender o mundo financeiro’, e co-autor de ’A economia solidária no Brasil’, todos pela Editora Contexto.


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Urgência das Ruas
Ned Ludd
"Os destruidores e destruidoras em Seattle, assim esperamos, abriram o caminho à destruição do império da mercadoria. Atacando o próprio coração da fortaleza americana, que ninguém nem suspeitava ser tão frágil, o objeto do culto capitalista moderno, enfim, despedaçando as vitrines que refletem nosso estatuto de consumidor e consumidora fiéis, os amotinadores e amotinadoras fornecem o único conteúdo libertador possível à luta contra a globalização dos mercados." do texto Por Integrantes do Black Block... Quem imaginaria que, exatamente no momento em que o Poder estava mais certo de que vencera a tudo e a todos, eles apareceriam? E eles vieram, não como um grupo de bolcheviques, mas como muitos blocos de carnaval, para estragar a festa do Dinheiro. Quando a grande mídia tinha olhos apenas para Wall Street e o Vale do Silício, eles apareceram em Seattle, Chiapas, Porto Alegre, Praga, Washington, Londres, Quebéc, São Paulo, Paris, Gênova e em todos os lugares, incluindo Wall Street e o Vale do Silício. Os mantenedores da ordem foram tomados pelo pânico: "cadê aquela juventude de tão saudável apatia?" E os analistas se escandalizaram: "eu não acredito, isso não pode estar acontecendo!" Muitos continuam assim dizendo que nada está acontecendo. Eles não acreditam nos próprios olhos. Enquanto gastavam seus dias com relatórios e gráficos não viam o silencioso bate-papo que acontecia por meio daqueles mesmos computadores e da mesma rede que prometiam a Nova Economia e a Nova Ordem (use as armas do inimigo!). Urgência das ruas é uma antologia de mensagens trocadas na preparação das festas contra o Capital. Alguns textos são assinados, outros anônimos, a maioria veiculados pela Internet. Estão organizados cronologicamente e mostram que tudo começou antes e longe de Seattle. Quando a esquerda tradicional ainda choramingava pela suposta apatia das novas gerações. São textos de origens diversas, com propostas diferentes, contraditórias, ingênuas às vezes. Trazem à tona as reflexões e modos de ação de grupos anticapitalistas como o Black Block, o Reclaim the Streets, os Tute Bianche, entre outros que têm se manifestado nos Dias de Ação Global e principalmente em manifestações que buscam impedir as reuniões das maiores instituições do capitalismo global. Para aqueles que reclamam que esses movimentos não têm proposta, será talvez uma surpresa descobrir o quanto as propostas são discutidas, os dogmas são detonados. A autocrítica é constante. Em vez de responder às histéricas acusações de que seriam violentos ­ uma discussão freqüente nos meios de comunicação, que tenta inclusive encobrir seus reais objetivos e propostas, e criminalizá-los ­, esses grupos denunciam outras formas de violência que o capitalismo exerce sobre as pessoas. Eles vão às ruas, entram em confronto com policiais de todas as nações, fantasiam-se, agem de forma não-violenta mas não abrem mão da violência para se defenderem, e destroem os ícones da economia global. Urgência das Ruas, um relato dos subterrâneos da luta contra o sistema. "Eu jamais ousei fazer profecias antes, mas aos meus olhos, é um novo 1968. É verdadeiramente um ciclo internacional de lutas que se abre. E mais, desta vez ele é mais consciente e mais organizado." da "Entrevista com participante da Ação Global dos Povos" "A ação direta diz respeito à percepção da realidade, e à tomada por si próprio de uma ação concreta para transformá-la. Diz respeito ao trabalho coletivo para resolver nossos próprios problemas, fazendo o que refletidamente acharmos ser a forma correta de ação, sem considerar o que as várias autoridades julgam aceitável. Diz respeito à ampliação das fronteiras do possível, diz respeito à inspiração, ao aumento de potencial. Diz respeito ao pensamento e à ação de tomar, não a pedir e mendigar." do texto "A Política das Ruas"

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