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Estante Clandestina | |
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Esta página é mais um ponto em uma rede. Uma rede de grupos, coletivos, indivíduos que buscam descentralizar e democratizar o acesso ao conhecimento, indo na contramão das grandes corporações que privilegiam em primeiro lugar o lucro em detrimento dos que não podem pagar. Qual a importância de sermos muitos?!! Somos como células, pontos de pressão que juntos são capazes de serem chatos, pedras nos sapato dos donos da propriedade intelectual. Além disso, quanto maior a descentralização, mais difícil se torna a tarefa da repressão, ela mesma acostumada a uma estrutura de comando rígida e hierárquica. Indo ao encontro do que fazemos e do que pensamos, esta página quer também ser o estímulo para que outras Estantes Clandestinas, outros Coletivos Sabotagens se formem e construam a idéia de que não apenas o ato de criar, mas também a distribuição e o acesso às realizações humanas podem estar ao alcance de qualquer um. Se queremos pensar a construção de uma sociedade melhor, devemos obrigatoriamente pensar os valores e as práticas que historicamente sustentaram as injustiças e as exclusões, sob pena de estarmos servindo como instrumento de dominação. A idéia da propriedade intelectual não beneficia amplas parcelas da população, não colabora para que as epidemias no chamado Terceiro Mundo sejam erradicadas, não eleva os índices de alfabetização e de acesso à cultura impressa de um grupo social. A idéia de propriedade intelectual aprisionou a criação ao caráter de produto, submeteu a arte ao capital e vetou a cultura e o conhecimento àqueles que não podiam pagar por ele. Informação é também percepção em potencial. Abrindo um canal entre informação e a percepção dos indivíduos podemos ajudá-los a libertar-se da submissão mental imposta pelas mídias de massas, escolas e todos outros instrumentos de condicionamento cultural aos quais somos submetidos. Quem escolhe a versão histórica dos fatos que a criançada aprende na escola? Quem escolhe os clássicos literários? Quem diz que isso é bom e aquilo é ruim? O palácio da concepção está em chamas. E a visão é linda. Arte é a manifestação da necessidade do artista de compartilhar suas visões e percepções. Mas se arte se torna produto a ser consumido, tempo é reduzido a dinheiro e tudo que não é lucro, tudo que não gera lucro, tem cada vez menos importância. Não se democratiza a cultura e a informação com elevação do poder de consumo, com mecanismos de créditos e distribuição de folhetins baratos. Não se cria uma sociedade de letrados críticos vendendo bestseller. Isso se faz com a liberação da criação humana do capital e do mercado, com a liberação do homem da indústria do direito autoral, que submete sua criação a decisões de conselhos editoriais, a opção comerciais de gravadoras. Esqueça a idéia de Bestseller, o real em muitos campos está tornando-a obsoleta. Talvez o conceito de Bestloader dê conta do que está por vir | |
faça como eles, Sabote!
porque conhecimento não se compra, se TOMA (e compartilha)
palavras-chave: megatobas, clipasa, sabotagem, tdi, hakim bey, redes subversivas, democratização do conhecimento